Gastroenterites hemorrágicas podem ter várias etiologias, algumas já comentadas (na cinomose, ancilostomíase, isosporidiose e giardíase),             intoxicações por dicumarínicos (será comentada oportunamente).

As gastroenterites hemorrágicas por vírus ( Parvovirus, Coronavirus, Rotavírus) chegaram ao Brasil no início dos anos 80, através de uma exposição
canina internacional, deixando inicialmente a maioria dos veterinários sem condições de tratamento corretamente direcionado; muitas e muitas perdas
em termos de vida animal, e muitos vizinhos de proprietários acusados por meio de Boletins de ocorrência, inocentes, pois não se tinha conhecimento
da causa, que foi descoberta posteriormente pelos professores e pesquisadores veterinários, incansáveis e vigilantes.

Aí chegaram as primeiras vacinas importadas, e no decorrer dos anos seguintes o hábito da vacinação foi sendo criado, e hoje já é rotineiro.. Os casos
de gastroenterite hemorrágica por vírus, nestes últimos anos, caiu muito nas regiões onde as pessoas vacinam os filhotes, e as mães principalmente
antes de serem acasaladas.

A transmissão ocorre por contato direto, de animal doente para sadio através das secreções das fezes, e após a normalização das mesmas ainda há um curto período de eliminação de vírus.

Também por contato indireto (fômites, manuseio de animais doentes pelos proprietários, roupas e sapatos. Recomenda-se colocar um pano embebido em água sanitária na porta de entrada de casa, e trocar roupas e sapatos antes de manusear os próprios cães.

As gastroenterites hemorrágicas por Coronavirus deixam sequelas no miocárdio, tanto é que muitos cãezinhos que tiveram alta morriam subitamente.

As vacinas polivalentes protegem bem, quando aplicadas conforme o calendário vacinal. Algumas raças como: Boxer, Rottweiler, Dobermann, devem receber um quarto reforço adicional.

Reforços anuais são recomendados, mesmo para animais que não saem do quintal/jardim, para que tenham os anticorpos protetores em um nível suficiente.

A revacinação pode ser feita também em animais com idade mais avançada, pois por mínimos que sejam produzidos, vão ajudar a protegê-los.


"GASTROENTERITES HEMORRÁGICAS POR INTOXICAÇÃO"

Os raticidas (veneno de rato contendo dicumarínico) "Clerat", "Ri do Rato", peletizados e de cor rosa (hoje lhes são adicionados parafina) devem
ter um atrativo irresistível também para cães, não só os filhotes mas também os adultos, não só famintos mas também os bem nutridos, de modo que os
cães farejando a embalagem, fazem questão de rasgá-la e comer o conteúdo (por isso a recomendação de armazená-las em lugar alto onde não possam ser alcançados. Algumas marcas deste raticida são tingidos de azul escuro, o que facilita a suspeita pelo proprietário quando vê a saliva azulada e os
pelos em redor do focinho.

Os sintomas não aparecem imediatamente após a ingestão (como no caso de "chumbinho"). Após 08 dias ocorre a morte por hemorragia interna pois o produto impede a absorção de vitamina K, uma das responsáveis participantes do mecanismo de coagulação sanguínea.

Assim que houver suspeita de ingestão deste ou de qualquer outro produto pelo animal de estimação, levá-lo ao veterinário junto com a embalagem que
contém informações importantes para o tratamento. A descrição da embalagem "plastiquinho transparente com letras pretas", "caixinha verde com le-tras amarelas" e tantas outras não são suficientes, pois hoje existem muitos laboratórios e embalagens e letras, às vezes não dá para memorizar to
das.

Antigamente existiam tentativas de envenenamento em cães (e também gatos) feitas a partir da adição de vidro moído junto com carne ou outros  alimetos, o que também provoca gastroenterite hemorrágica, na maioria das vezes fatal nas primeiras vinte e quatro/quarenta e oito horas após a ingestão



Dra. Angélica Úrsula Landau
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